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Solana - SOL
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Bitcoin - BTC
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R$ 0.18003000 1.06%
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Shiba Inu - SHIB
R$ 0.00003190 1.56%
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USD Coin - USDC
R$ 5,13 -0.55%
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Cardano - ADA
R$ 1,52 10.39%
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R$ 0.57000000 -3.37%
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Ethereum - ETH
R$ 10.560,00 6.57%
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XRP - XRP
R$ 7,33 2.42%
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MANA (Decentraland) - MANA
R$ 0.52000000 8.33%
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Redação Redação
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O mercado de criptomoedas é tão imprevisível quanto o clima. Se você acompanhou as notícias financeiras recentemente e se perguntou o que está acontecendo com o bitcoin, saiba que não está sozinho. Embora não possamos controlar a chuva, podemos nos preparar para ela.

Atualmente, o ativo enfrenta um período de baixa prolongada, conhecido como bear market. A questão principal não é se o preço vai subir ou cair amanhã, mas sim entender em que parte dessa tempestade nós estamos.

Quanto tempo duram as quedas?

Para responder o que está acontecendo com o bitcoin hoje, precisamos olhar para o passado e identificar padrões históricos. O “inverno” da criptomoeda costuma durar entre 12 a 13 meses:

  • 2013-2015: cerca de 13 meses de queda
  • 2018-2019: cerca de 12 meses de queda
  • 2021-2022: cerca de 12 meses de queda

Se considerarmos que o último grande pico em dólares ocorreu em outubro de 2025, esse padrão sugere que o período de baixa poderia se estender até outubro de 2026.

Bitcoin vs. Ouro: uma nova perspectiva

E se medíssemos o bitcoin em ouro, a reserva de valor mais tradicional do mundo, em vez de dólares?

O padrão de queda de 12 a 13 meses se mantém, mas o calendário muda. O topo do bitcoin em onças de ouro ocorreu em janeiro de 2025 (antes do pico em dólar). Isso nos deixa com dois cenários possíveis:

  • Cenário 1 (Dólar): o padrão em moeda fiduciária prevalece, e a baixa se estende até o final de 2026.
  • Cenário 2 (Ouro): o padrão em ouro dita a regra, o que sugere que o fundo do poço pode estar acontecendo exatamente agora, entre fevereiro e março de 2026, indicando que o mercado já está próximo de uma reversão.

O cenário global: o que está causando essa incerteza?

Boa parte do que está acontecendo com o bitcoin tem raízes fora do mercado cripto. Desde o início do novo mandato de Donald Trump, o mundo enfrenta:

  • Tarifas comerciais agressivas.
  • Conflitos institucionais internos nos EUA.
  • Alta tensão geopolítica com países como China e Irã.

Esses fatores jogaram o Índice de Incerteza Econômica nas alturas. Com o mercado operando como se dirigisse em uma estrada com forte neblina, os investidores tendem a buscar refúgios tradicionais (como o próprio ouro), drenando temporariamente o capital da criptomoeda.

Esse indicador que mede o nível de incerteza disparou. É como se o mercado estivesse dirigindo numa estrada com neblina densa. As pessoas reduzem a velocidade ou até mesmo param o carro de vez, isso em termos de mercado é como correr para o que consideram mais seguro naquele exato momento, perdem perspectiva do futuro.

Nesse caso, o ouro se beneficiou muito dessa incerteza. Isso explica por que o BTC contra o ouro sofreu mais do que contra o dólar.

O impacto dos ETFs e a fuga de capital 

A aprovação dos ETFs permitiu que gigantes de Wall Street entrassem no mercado com facilidade, mas a saída também ficou mais rápida.

Desde o pico de outubro de 2025, cerca de US$ 7,8 bilhões saíram desses fundos, pressionando o preço para baixo. Em momentos de incerteza, os investidores de curto prazo fogem. Contudo, isso não significa que os fundamentos da moeda mudaram.

O que as “baleias” estão fazendo?

Baleias são investidores com quantidades tão grandes de ativos que suas compras ou vendas têm o poder de movimentar os preços de todo o mercado. No mercado cripto, chamamos de baleias os investidores que possuem uma quantidade muito grande de bitcoin. O nome vem do mercado financeiro tradicional. Assim como uma baleia no oceano consegue mover a água ao seu redor, um investidor muito grande consegue influenciar o mercado quando decide comprar ou vender.

De forma prática, normalmente o mercado considera como baleia quem possui 1.000 BTC ou mais. Para ter uma ideia de escala, dependendo do preço do bitcoin, isso pode representar centenas de milhões de dólares.

Enquanto o pequeno investidor entra em pânico, grandes players costumam agir com mais frieza, por isso o comportamento geral dos grandes investidores do universo cripto sempre foi uma bússola para entender se estamos nas áreas mais próximas aos topos ou aos fundos.

  • Um exemplo claro: a Mubadala Investment Company, fundo soberano de Abu Dhabi no Emirados dos Árabes Unidos, aumentou significativamente sua exposição ao bitcoin, acumulando mais de US$1 bilhão em ETFs no final de 2025/início de 2026.
  • O que isso significa? Os grandes estão tratando bitcoin como ouro digital de longo prazo. Não como dinheiro rápido e aposta de curto prazo.

Sentimento do mercado: oportunidade ou medo? 

O Fear and Greed Index (Índice de Medo e Ganância) atingiu níveis de “Medo Extremo”. No mercado financeiro, existe uma regra de ouro: comprar durante o desespero alheio costuma ser muito mais rentável do que comprar na euforia. É nessa zona de medo extremo que os melhores preços médios são construídos.

Em fevereiro de 2026, o indicador ficou abaixo de 10 por grande parte do tempo. Chegou a 5. Para comparação: na pandemia da COVID, bateu 9. Isso é medo extremo. E aqui vai uma analogia simples:

Quando todo mundo quer comprar guarda-chuva porque está chovendo, o preço sobe. Quando o sol aparece todo mundo ignora a necessidade de guarda-chuva e o preço cai. A chance de acumular BTC agora é igual comprar guarda-chuva quando está sol, quando você perceber que precisa o preço já foi.

Historicamente, comprar no medo foi muito mais eficiente do que comprar na euforia. Isso significa que já é o fundo? Não. Mas significa que estatisticamente estamos na zona onde os melhores preços médios costumam ser construídos. Aqui suas chances são melhores.

O que fazer agora? 

A chave não é tentar adivinhar o fundo exato do poço, mas construir uma posição inteligente. A estratégia ideal para este momento é o Aporte Fracionado (DCA – Dollar Cost Averaging): comprar pequenas quantias regularmente.

Ao acumular nos momentos de medo e realizar lucros na euforia, você se posiciona para retornos significativos com muito menos estresse emocional.

Exemplo real:

  • Fundo anterior: US$15 mil
  • Topo: US$126 mil → retorno de 8x

Sua chance de conseguir exatamente isso é como ser um atleta olímpico do mercado. 

Mas imagine alguém que:

  • Fez preço médio de compra em US$30 mil, só acumulando fracionadamente em zona de medo e vendo os padrões de duração do mercado de baixa
  • Fez preço médio de venda em US$90 mil, só realizando lucros fracionadamente em zona de euforia e vendo os padrões de duração do mercado de alta.
  • Sem tentar acertar o fundo nem o topo.

Resultado? Cerca de 3x o capital em 3 anos, com muito menos estresse. Isso é estratégia. Não é achar que da noite para o dia é possível se tornar o melhor investidor do mercado. A humildade tem suas virtudes em cripto também.

Conclusão: afinal, o que está acontecendo com o bitcoin?

Estamos em um ponto crítico do ciclo. O que está acontecendo com o bitcoin hoje é a clássica formação de uma oportunidade de transferência de riqueza. Embora a volatilidade possa trazer quedas adicionais no curto prazo, o mercado também pode se recuperar antes do esperado. Reduza o risco investindo aos poucos, mas certifique-se de estar posicionado antes que a neblina dissipe e a próxima onda de euforia comece. Temos dois cenários:

  • Ainda restam alguns meses de pressão
  • Estamos perto da virada

Mas ambos compartilham algo importante: estamos na parte do ciclo onde historicamente constroem os melhores preços médios.

Pode cair mais? Sim. Pode virar antes? Também. Mas quem faz aportes fracionados agora:

  • Diminui o risco de errar o timing
  • Remove a ansiedade
  • Se posiciona antes da euforia voltar

Mercado é cíclico. O medo sempre parece permanente quando estamos dentro dele. Mas olhando para trás, os períodos de maior medo foram exatamente onde as maiores oportunidades nasceram.

https://www.mb.com.br/economia-digital/criptos/o-que-esta-acontecendo-com-o-bitcoin/
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