O crescimento das stablecoins: dados de mercado, casos de uso e o cenário brasileiro
O nome pode parecer complicado à primeira vista, mas a ideia por trás delas é simples. As stablecoins se tornaram um dos assuntos mais comentados do mercado financeiro e não é para menos. Se você quer entender o que você precisa saber sobre o dinheiro digital que está ganhando o mundo, chegou ao lugar certo.
Vem com a gente entender essas moedas digitais que têm os pés no mundo real!
O que são stablecoins?
O que são stablecoins? Stablecoins são moedas digitais projetadas para manter valor estável, normalmente acompanhando moedas como dólar, euro ou real. Em resumo, 1 stablecoin equivale a aproximadamente 1 unidade da moeda de referência.
Para garantir essa estabilidade, existem reservas financeiras por trás de cada moeda emitida, como caixa em dinheiro ou títulos públicos, que servem como lastro.
Uma forma simples de imaginar é pensar em um crédito pré-pago no celular. Você usa aquele saldo digitalmente, mas ele só existe porque um valor equivalente foi colocado ali antes. Elas funcionam como um dinheiro digital que pode circular pela internet de forma instantânea, global e sem depender do horário de funcionamento de bancos e mercados tradicionais.
Por que elas chamam tanta atenção?
A grande sacada é que as stablecoins resolvem um problema antigo do sistema financeiro: mover dinheiro entre países ainda é caro e lento. Elas podem ser transferidas globalmente pela blockchain, garantindo velocidade, segurança e transparência.
Veja a diferença brutal na prática que impulsiona o crescimento das stablecoins:
| Característica | Modelo Tradicional | Stablecoins |
|---|---|---|
| Tempo de transferência | 2 a 7 dias úteis | Segundos a minutos |
| Custo típico | 3% a 5% da transação | 0,1% a 0,3% |
| Intermediários | 3 a 5 bancos | Nenhum |
| Disponibilidade | Horário bancário | 24/7 |
| Incidência tributária | 1,1% a 3,5% | 0% |
| Rendimento | Nenhum | Até 5% a.a |
Como as stablecoins são usadas?
Os usos vão muito além de simples remessas de dinheiro. Empresas e fintechs já utilizam esses ativos para pagamentos internacionais e comércio global. Para se ter uma ideia do acelerado crescimento das stablecoins, esse mercado já superou o volume total de transferências da Visa e Mastercard em 2024.
Além do ambiente corporativo, que utiliza a tecnologia para movimentar capital entre países e manter liquidez em moeda forte, as stablecoins resolvem problemas reais de pessoas comuns:
- Proteção contra a inflação: em economias com moedas instáveis, elas funcionam como acesso digital a moedas fortes. Um exemplo recente aconteceu na Bolívia, onde parte da população passou a usar USDT diante de uma inflação que chegou perto de 230% ao ano.
- Renda Passiva Digital: algumas plataformas permitem utilizar stablecoins para geração de renda, com liquidez, simplicidade de acesso e retornos de até 5% ao ano.
O tamanho do mercado e o crescimento das stablecoins no Brasil
O crescimento das stablecoins é inegável e pode ser visto nos gráficos de adoção. O histórico de capitalização de mercado das stablecoins saltou de aproximadamente US$ 150 bilhões em 2024 para a marca de US$ 315 bilhões.
E tem um detalhe fascinante sobre esse crescimento das stablecoins: mesmo representando apenas cerca de 12% do valor total do mercado cripto, elas já respondem por mais de 40% de todo o volume transacionado. Hoje, mais de 10 milhões de carteiras digitais utilizam stablecoins diariamente.
E o Brasil nesta história? Se as stablecoins estão crescendo no mundo, o Brasil virou um dos lugares onde elas mais são usadas. O país aparece como 5º no ranking global de adoção de criptomoedas, logo atrás de Índia, Estados Unidos, Paquistão e Vietnã.
Um dado sobre o crescimento das stablecoins por aqui chama ainda mais atenção: Cerca de 90% das movimentações cripto no Brasil envolvem stablecoins. Entre os investidores brasileiros de criptomoedas, 47% já possuem stablecoins e 50% pretendem comprar. No Mercado Bitcoin (MB), o comportamento confirma essa tendência:
- O volume negociado de stablecoins triplicou no último ano.
- 3 das 10 criptomoedas mais negociadas na plataforma já são stablecoins].
- O ticket médio dessas transações cresceu quase 190%.
As stablecoins mais populares do mercado
Hoje existem centenas de stablecoins, mas poucas concentram a maior parte do uso global. O mercado é amplamente dominado por duas gigantes pareadas ao dólar:
1. Tether (USDT)
A maior do mundo e a primeira stablecoin criada no mercado, emitida pela empresa Tether. Ela representa 70% do mercado e possui mais de US$ 170 bilhões em circulação. É amplamente usada em transferências internacionais e pagamentos, sendo utilizada por centenas de milhões de usuários globalmente, sem que nenhum usuário represente mais de 5% do volume total.
2. USDC
A segunda maior do mundo, com forte adoção institucional global. Emitida pela Circle, representa 20% do mercado e tem cerca de US$ 50 a 60 bilhões em circulação. Ela tem maior integração com o sistema financeiro tradicional, como Visa e Stripe.
Além do Dólar: Euro e Real
Embora as stablecoins em dólar dominem o mercado, já existem projetos pareados a outras moedas:
- EURC (Euro Coin): stablecoin atrelada ao euro, emitida pela Circle.
- BRL1: stablecoin pareada ao real brasileiro. 100% lastreada em títulos públicos brasileiros, foi criada por um consórcio que inclui Mercado Bitcoin, Bitso, Foxbit e Cainvest.
Como dar o primeiro passo?
Se você ficou curioso para conhecer na prática, no app do Mercado Bitcoin você encontra essas e diversas stablecoins disponíveis. No MB é possível gerar renda passiva com stablecoins, com recompensas diárias e retornos de até 5% ao ano.
Perguntas frequentes sobre o crescimento das stablecoins
O que explica o rápido crescimento das stablecoins em relação aos bancos?
Se você ficou curioso para conhecer na prática, no app do Mercado Bitcoin você encontra essas e diversas stablecoins disponíveis. No MB é possível gerar renda passiva com stablecoins, com recompensas diárias e retornos de até 5% ao ano.
O mercado de stablecoins já é maior que o de cartões de crédito?
Sim, em termos de volume. Em 2024, as transferências com stablecoins atingiram US$ 16 trilhões. Para comparação, a Visa movimentou US$ 9,8 trilhões e a Mastercard US$ 4,1 trilhões (somando os trimestres base).
Como tem sido o crescimento das stablecoins no Brasil?
O Brasil é o 5º país no ranking global de adoção. Cerca de 90% das movimentações cripto no país envolvem stablecoins e 47% dos investidores de cripto brasileiros já possuem o ativo.