O que é Bitcoin: entenda como funciona, valor e segurança
O que é o Bitcoin? Na superfície, é uma moeda digital que revolucionou o mercado, oferecendo liberdade financeira e um registro imutável de dados. Mas, na prática, o Bitcoin também é uma rede distribuída em milhares de computadores.
Descubra como funciona o Bitcoin, como comprar, armazenar e qual seu potencial de valorização.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital descentralizada, com sua própria rede para registro de dados de forma imutável, permitindo transações sem possibilidade de censura, inclusive para o pagamento de bens e serviços. Suas regras de emissão e circulação só podem ser alteradas com consenso entre os usuários da rede.
Não há uma entidade central controlando a oferta da moeda ou os registros digitais, pois tudo é validado pela comunidade de usuários. A criptografia é outro ponto crucial, assegurando que apenas o detentor de uma moeda possa movimentá-la. Esse sistema oferece segurança e transparência inigualáveis.
O Bitcoin é uma criptomoeda?
Sim, o Bitcoin é uma criptomoeda descentralizada, um ativo digital que não pode ser clonado nem enviado para mais de um destinatário. Abaixo, destacamos algumas das principais características do Bitcoin:
- Sua cotação é determinada pelo livre mercado, ou seja, por compradores e vendedores dispostos a negociar em cada instante.
- Cada usuário consegue validar saldos e recebimentos por conta própria, sem depender de terceiros.
- Os participantes são anônimos, pois nenhuma informação pessoal é necessária, como e-mail, CPF ou nome.
É importante ressaltar que o Bitcoin nunca sai do banco de dados digital; para realizar movimentações, é necessária apenas a respectiva senha (chave privada).
O que é o blockchain do Bitcoin?
O blockchain do Bitcoin é uma “cadeia de blocos”, um banco de dados compartilhado que armazena o registro histórico de todas as transações. Esse sistema permite que pessoas comuns se tornem intermediárias nessa rede distribuída, armazenando e processando dados de forma descentralizada. Por isso, blockchain e criptomoeda são indissociáveis.
Os registros são armazenados em blocos sequenciais e, uma vez registrados, é impossível modificar ou deletar qualquer informação. O blockchain do Bitcoin é descentralizado, ou seja, funciona sem hierarquia ou controle central. Desse modo, qualquer usuário interessado pode verificar informações no blockchain, pois a tecnologia é pública e auditável.
O que é a rede Bitcoin?
A rede Bitcoin é operada por um conjunto de usuários (nodes) em constante sincronia. Cada usuário que executa o software do Bitcoin retransmite as solicitações de registro no blockchain. Esse conjunto de transações pendentes (mempool) é adicionado gradualmente ao blockchain após a devida validação, feita de forma independente pelo software de cada usuário.
A rede Bitcoin é totalmente apartada dos bancos e das grandes empresas de tecnologia. Já existem, inclusive, soluções que permitem o envio de transações usando SMS e ondas de rádio, tornando o sistema ainda mais resiliente. O valor do Bitcoin está justamente nessa rede de usuários validando e armazenando transações por conta própria.
Para que serve o Bitcoin?
O Bitcoin é um sistema de registro digital, por isso é normal e esperado que surjam diferentes utilidades. No início, a moeda digital atuava meramente como um colecionável, pois não tinha valor monetário. Com o tempo, ganhou novas funcionalidades e casos de uso:
Dinheiro eletrônico
O dinheiro digital é a principal finalidade para a qual o Bitcoin foi criado, partindo da visão dos cripto-anarquistas. Diversas tentativas, inclusive com o uso da criptografia, haviam sido feitas nas últimas décadas, porém sem sucesso. Desde seu lançamento, o Bitcoin funciona perfeitamente como sistema de remessas, sem depender da conversão em dólar ou qualquer outra moeda.
Ouro digital e Reserva de valor
Armazenar dinheiro sempre foi um problema para a humanidade. O sistema Bitcoin elimina essa dificuldade na reserva de valor, pois nenhuma entidade pode alterar as regras de emissão ou confiscar moedas. Independentemente da variação da cotação, você sabe exatamente quanto detém do total em circulação, sem surpresas na política monetária.
Banco de dados seguro
Embora o blockchain do Bitcoin tenha sido criado para registrar apenas os saldos em cada endereço, é possível armazenar outros tipos de dados. No início, esse sistema foi usado como um cartório digital, autenticando documentos e certificando o conteúdo de mensagens criptografadas. Mais adiante, surgiram novas formas de salvar arquivos digitais neste banco de dados.
Redes de segunda camada
À medida que crescem os casos de uso da rede Bitcoin, maior é o potencial de valorização da criptomoeda. O potencial de uso, inclusive nas finanças descentralizadas (DeFi), ainda está em estágio inicial. Esse desenvolvimento depende de atualizações na rede e de novas ferramentas, especialmente por meio das redes de segunda camada (layer-2).
O Bitcoin é uma moeda? Qual a diferença?
O Bitcoin pode ser considerado uma moeda, mas difere do dinheiro emitido por governos e bancos centrais. Alguns analistas apontam para uma dinâmica mais parecida com a de commodities, como ouro ou platina, porém é inegável que a criptomoeda funciona como dinheiro digital.
A tabela a seguir destaca as diferenças entre o Bitcoin e a moeda tradicional, como reais (R$), dólares (US$) e euros (EUR):
Moeda fiduciária | Bitcoin (BTC) |
Pode existir no meio físico ou digital | Só existe no blockchain do Bitcoin |
Sem limite de emissão | Limitado a 21 milhões de moedas |
Governo controla a oferta monetária | Regras rígidas e pré-determinadas |
Controle centralizado (governo) | Sem um controlador central |
Consultas da oferta circulante depende de terceiros | Totalmente transparente e auditável |
Movimentações dependem de terceiros | Oferece a possibilidade de autocustódia e soberania |
O fato de o dinheiro emitido por governos circular de forma digital não muda suas características e limitações.
Como funciona a cotação do Bitcoin?
O Bitcoin não possui lastro de garantia nem grupo responsável por gerenciar sua cotação. Seu valor flutua livremente conforme a oferta e demanda dos usuários dispostos a negociar em cada instante. As pessoas que possuem Bitcoins depositados não alteram a dinâmica de oferta e demanda nas corretoras (exchanges).
Assim como um quilograma de ouro, o Bitcoin é um ativo escasso e, por isso, custa caro. No entanto, é possível negociar pequenas quantias, equivalentes ao miligrama do metal precioso. No Mercado Bitcoin, você pode investir em frações de Bitcoin (satoshis) com um depósito inicial de apenas R$ 10.
Como funciona a segurança do Bitcoin?
O segredo do funcionamento do Bitcoin está em seu incentivo cruzado. De um lado, os usuários têm interesse em manter as regras de circulação e política monetária. Do outro, os mineradores são estimulados a seguir essas regras para receber a premiação em Bitcoins a cada novo bloco encontrado.
Na prática, o blockchain é apenas um banco de dados distribuído que utiliza criptografia. A rede do Bitcoin, com seus milhares de usuários, e a competição entre os mineradores tornam o sistema seguro. Somente com a chave privada é possível movimentar moedas de determinado endereço eletrônico.
O que é minerar Bitcoin e para que serve?
Minerar Bitcoin é o processo que registra e valida transações sem depender de um controle central. Os mineradores competem entre si para encontrar um código válido de acordo com o algoritmo de segurança, agregando um novo bloco ao histórico. Esse problema matemático só pode ser resolvido por tentativa e erro, exigindo grande consumo de energia.
O primeiro minerador a descobrir a resposta recebe um incentivo de 3,125 Bitcoins, além das taxas de transação pagas pelos usuários. Esse processo insere novos Bitcoins no mercado sem inflacionar a rede, sendo ajustado automaticamente para manter a política monetária previsível.
Por que é difícil minerar Bitcoin?
Minerar Bitcoin é difícil porque há uma competição global entre mineradores, e o sistema foi projetado para manter esse desafio constante. A cada 10 minutos, em média, precisa ser descoberto um novo bloco. Para manter esse ritmo, a rede ajusta a dificuldade do processo a cada duas semanas.
Se mais mineradores entrarem e aumentarem a potência total da rede, a dificuldade sobe. Se saírem, ela diminui. Isso mantém a emissão de Bitcoins estável e previsível. Esse modelo aumenta a confiança na moeda, mas tende a tornar a mineração cada vez menos acessível.
O minerador valida as transações?
O minerador propõe blocos, mas são os usuários da rede que verificam se as transações seguem todas as regras. Um bloco só é aceito se estiver de acordo com o histórico e os critérios estabelecidos pela rede Bitcoin. Essa verificação é feita por milhares de usuários independentes que executam o software e compartilham os dados entre si.
Se o minerador tentar incluir uma transação inválida, o bloco será automaticamente rejeitado, resultando em desperdício de tempo e energia. Esse processo faz parte da “Prova de Trabalho”, o sistema de consenso que protege o Bitcoin. Por isso, os mineradores não controlam a rede, apenas reforçam sua segurança.
É possível clonar o Bitcoin?
Sim, é possível copiar o código e todo o histórico de transações, pois todas as informações são públicas e transparentes. No entanto, isso não carrega a rede consolidada de usuários que executam o software do Bitcoin, nem o grande poder computacional utilizado para encontrar novos blocos no blockchain.
As chaves criptográficas impedem cópias indevidas, e cada participante valida o registro por conta própria. Clones são automaticamente rejeitados, gerando bifurcações (hard forks) que criam novas criptomoedas, sistemas totalmente independentes, sem relação com o blockchain original. Em suma, o valor do Bitcoin não está no software.
Como surgiu o Bitcoin?
O Bitcoin surgiu como uma resposta à crise financeira de 2008, oferecendo uma alternativa descentralizada aos sistemas financeiros tradicionais. Seu objetivo era tirar o controle da emissão de dinheiro dos governos, combatendo a inflação e a perda de poder de compra. Com a criação do Bitcoin, surgiu um sistema alternativo de transações seguras e sem intermediários.
O primeiro bloco registrado no blockchain do Bitcoin traz uma mensagem codificada que remete à manchete do jornal britânico The Times de 03/01/2009, destacando a insatisfação com o sistema financeiro tradicional: “Reino Unido à beira de um segundo pacote para salvar bancos”.
Quem criou o Bitcoin?
O Bitcoin foi criado por Satoshi Nakamoto, embora não se saiba quem é essa pessoa ou grupo. O enigma por trás do criador do Bitcoin talvez nunca seja resolvido, devido ao anonimato e ao desaparecimento completo dessa figura em abril de 2011. Há indícios de que mais de uma pessoa participou do projeto.
Algumas figuras foram fundamentais para o sucesso do projeto, como o norte-americano Hal Finney, falecido em 2014. Hal recebeu a primeira transação de Bitcoin, além de ser um dos CypherPunks, um grupo de ativistas digitais, e desenvolvedor da PGP, uma empresa pioneira em criptografia.
O que é o whitepaper do Bitcoin?
O whitepaper (versão em português) é um documento teórico que explica o objetivo e funcionamento do sistema Bitcoin e sua criptomoeda. Intitulado “Bitcoin: um sistema de dinheiro eletrônico ponto a ponto”, indica que o objetivo era criar uma moeda nativa da internet. Curiosamente, o documento não menciona a palavra “blockchain”.
O whitepaper do Bitcoin foi divulgado em fóruns de discussão de criptografia em outubro de 2008. Na prática, o whitepaper servia para provar a necessidade do sistema e o poder de sua descentralização. Vale lembrar que a versão inicial do software Bitcoin foi desenvolvida antes da redação do whitepaper.
O que torna o Bitcoin especial?
Criar um ativo digital seguro e transparente foi o primeiro passo, mas foram algumas das características definidas e mantidas pela rede de usuários que tornaram essa criptomoeda tão desejada.
Escassez e oferta limitada
Além do limite máximo de 21 milhões de moedas, as regras de emissão de novos Bitcoins foram projetadas para gerar escassez. O sistema foi programado para reduzir a emissão pela metade a cada quatro anos. Seus usuários valorizam a previsibilidade da oferta e a manutenção da política monetária.
Ativo fungível e divisível
Por ser um bem digital, a criptomoeda pode ser fracionada em pequenas partes e transacionada entre os participantes sem perder suas características. Em contrapartida, trabalhar com ouro exige forte esquema de segurança e alto custo operacional, especialmente em remessas internacionais.
Anonimato
Pense no endereço eletrônico do Bitcoin como uma agência e conta bancária, mas sem vínculo com qualquer dado pessoal. Os usuários podem criar inúmeros endereços para recebimento, tornando quase impossível descobrir o total de um único titular. Na prática, a rede Bitcoin evita a exposição pessoal.
Segurança através da descentralização
Uma vez que a transação é incluída na rede e verificada pelos participantes, torna-se irreversível. O elevado esforço computacional necessário para adicionar um novo bloco de dados ao blockchain reduz os incentivos a fraudes. Qualquer alteração no histórico pode ser facilmente detectada.
Ativo financeiro
Embora funcione perfeitamente como um sistema financeiro independente, nada impede que o Bitcoin seja utilizado como ativo de referência em contratos de derivativos. Entre outras opções, esses produtos são negociados na tradicional bolsa de valores de Chicago (CME), com volume expressivo.
O que é halving do Bitcoin?
Halving, do inglês “halve”, significa corte pela metade. O Bitcoin foi programado para reduzir a emissão de novas moedas a cada quatro anos. A última mudança ocorreu em 19 de abril de 2024, quando o incentivo por cada novo bloco adicionado ao blockchain caiu de 6,25 Bitcoins para os atuais 3,125.
A mudança ocorre de forma automática e programada, sem impacto direto na negociação do Bitcoin no dia do evento. Em resumo, as moedas já em circulação não são afetadas, e nenhum usuário precisa fazer qualquer ação ou corre risco de perdas.
O que é ETF do Bitcoin?
Um exchange-traded fund (ETF) de Bitcoin é um fundo de investimento cujas cotas são negociadas em bolsas de valores. A diferença é que esse ativo representa depósitos em Bitcoin custodiados de forma regulada. Sua negociação é idêntica à de ações de empresas listadas, o que simplifica o acesso para investidores do mercado tradicional.
A principal vantagem do ETF é a integração, ampliando o acesso para quem não consegue investir diretamente. Isso pode ocorrer por restrições regulatórias ou limitações de mandato. O ETF de Bitcoin permite exposição indireta ao ativo, tornando-o acessível a um público mais amplo.
O que é all-time high do Bitcoin?
All-time high significa “máxima histórica”, ou seja, o maior valor nominal já alcançado pela cotação do Bitcoin. Essa medida é usada para comparar o preço atual com o pico anterior registrado no histórico de negociação.
Quando o Bitcoin atinge um valor acima da máxima anterior, diz-se que sua cotação chegou a um novo all-time high, marcando uma nova máxima histórica. Esse indicador não representa um teto e tampouco limita o potencial de valorização do ativo.
Como comprar Bitcoin com segurança?
Para comprar Bitcoin com segurança, é essencial utilizar um intermediário autorizado e confiável. Embora a tecnologia blockchain seja altamente segura, cabe ao intermediário garantir o acerto financeiro e a entrega das criptomoedas. É fundamental escolher um parceiro que adote as melhores práticas de segurança, como o Mercado Bitcoin (MB).
Optar por empresas registradas no exterior, especialmente em paraísos fiscais, expõe o usuário a riscos jurídicos. Nessas situações, as chances de bloqueio dos ativos da empresa são reduzidas. Em exchanges internacionais, a responsabilidade de informar todas as movimentações à Receita Federal cabe ao próprio usuário.
O que é exchange de Bitcoin?
Exchanges de Bitcoin são plataformas que intermediam a negociação de ativos digitais entre seus usuários. No Brasil, esse mercado é regulado e autorizado para funcionar. A diferença para as corretoras tradicionais é a ausência de valores mobiliários, como ações de empresas, debêntures e contratos de derivativos.
As criptomoedas não possuem cotação oficial, pois cada exchange conta com seu próprio conjunto de clientes, prazos e taxas. As plataformas apenas agregam interessados em negociar ativos digitais, sem intervir nas operações, e cada uma é livre para escolher quais ativos deseja ofertar.
O que determina a cotação do Bitcoin?
A cotação do Bitcoin é determinada pelas expectativas de cada participante, com base na percepção de valor, utilidade e diferenciais da criptomoeda em relação a outros ativos, financeiros ou não. Seu valor está associado à política monetária rígida, à transparência e segurança do histórico de movimentações, além da resistência à censura.
Outros fatores também influenciam, como a oferta monetária dos governos, taxas de juros, tensões comerciais e a demanda por ativos alternativos. À medida que a narrativa de “ouro digital” se fortalece, aumenta o potencial de valorização da criptomoeda. Em resumo, é impossível definir com precisão quais fatores determinam o preço do Bitcoin.
Bitcoin é um ativo regulado no Brasil?
Sim, o investimento em Bitcoin é totalmente legalizado e permitido no Brasil. O marco regulatório do setor, conhecido como “Lei das Criptomoedas”, atribui ao Banco Central a função de órgão regulador. Essa legislação define normas e requisitos para empresas que desejam atuar no mercado de criptoativos.
É importante destacar que a existência de um site ou aplicativo não garante que uma exchange seja regulamentada. Por isso, é essencial avaliar cuidadosamente a empresa antes de realizar qualquer depósito ou compartilhar informações pessoais.
Qual o risco de investir em Bitcoin?
O Bitcoin não possui um preço mínimo garantido nem uma entidade responsável por manter sua valorização. Sua cotação é volátil e sujeita a variações imprevisíveis. Por isso, o investidor deve manter uma alocação compatível com seu perfil de risco, tratando o Bitcoin como um ativo de renda variável.
É recomendável adotar uma estratégia de longo prazo, pois oscilações de preço, inclusive quedas acentuadas, são naturais nesse mercado. Apesar do potencial de valorização, o Bitcoin ainda está em fase inicial de adoção, o que contribui para movimentos bruscos e incertezas no curto prazo.
Como reduzir o risco ao comprar Bitcoin?
Para reduzir o risco ao comprar Bitcoin, o primeiro passo é entender seu perfil de investidor, considerando fatores como conhecimento, experiência com renda variável, tolerância ao risco e horizonte de investimento. A partir disso, é possível definir uma estratégia mais alinhada aos seus objetivos.
Uma abordagem eficiente é adquirir Bitcoin de forma regular, sempre que houver disponibilidade de caixa, sem tentar prever o mercado. Essa prática, conhecida como “compra periódica” (DCA), ajuda a diminuir a pressão emocional nas decisões. Diversificar a carteira com Bitcoin tende a reduzir riscos no longo prazo.
Como prever o preço do Bitcoin?
Os principais modelos para prever o preço do Bitcoin e identificar momentos de compra envolvem duas abordagens: a análise de fundamentos, que busca entender os motivos por trás da demanda pela criptomoeda, e a análise gráfica (ou técnica), baseada no comportamento passado dos preços.
Apesar de haver lógica e correlações históricas nessas análises, não há garantia de que funcionem no futuro. Isso ocorre porque a oferta e a demanda do Bitcoin variam com o tempo, influenciadas por fatores imprevisíveis. Conforme mudam as expectativas dos investidores, também muda a percepção de valor do Bitcoin.
É possível hackear o Bitcoin?
Na prática, um ataque bem-sucedido à rede é extremamente difícil, embora não totalmente impossível. Como em qualquer software, podem existir falhas no código. No entanto, o Bitcoin conta com uma comunidade descentralizada que monitora o sistema e reage rapidamente a qualquer anomalia.
Em 2018, foi descoberto um bug que poderia permitir a criação de Bitcoins em excesso. Nenhum minerador explorou a falha, pois qualquer tentativa seria prontamente identificada e revertida. Esse tipo de proteção social funciona como uma camada extra de segurança, tornando o Bitcoin altamente resistente a ataques e falhas graves.
Como armazenar Bitcoin?
A carteira de criptomoedas (wallet) é utilizada para armazenar chaves privadas (senhas) que permitem movimentar Bitcoins. Esse aplicativo ou dispositivo se comunica com os demais participantes da rede para consultar saldos e realizar transações. A carteira apenas administra as senhas dos endereços eletrônicos que guardam as criptomoedas.
Ao criar uma wallet, o usuário recebe uma chave-mestra (seed), geralmente composta por 12 ou 24 palavras em inglês. Existem carteiras digitais compatíveis com diferentes moedas, mas um endereço da Ethereum, por exemplo, não é compatível com o Bitcoin. Também há versões físicas de carteiras, protegidas por senha.
Posso deixar Bitcoins armazenados no MB?
Sim, o MB é seguro e você pode deixar seus ativos digitais em nossa custódia com tranquilidade, pois trabalhamos com segregação de patrimônio. Os depósitos dos clientes são mantidos separados dos ativos corporativos, garantindo que os usuários possam resgatar seus valores a qualquer momento.
Manter suas moedas em uma exchange pode ser vantajoso, especialmente para iniciantes ou pessoas com pouca experiência em carteiras digitais (wallets). Por isso, clientes que optam por deixar seus ativos sob a custódia do MB podem fazê-lo com tranquilidade.
Como ganhar Bitcoin?
Não é possível ganhar Bitcoin de forma gratuita. Ou você consome energia elétrica na mineração, ou investe por meio de compras e vendas em exchanges. Alguns sites oferecem pequenas frações de Bitcoin (satoshis) como recompensa por tarefas simples, como responder questionários ou assistir a vídeos.
Ganhar Bitcoins na internet é pouco rentável e insuficiente para garantir uma renda mensal. Para quem deseja receber em Bitcoin pelo seu trabalho, é possível usar plataformas de freelance e converter os ganhos em criptomoedas por meio de uma exchange como o Mercado Bitcoin (MB).
Como comprar Bitcoin com lucro garantido?
Não existem retornos garantidos em Bitcoin, portanto recuse qualquer oferta que prometa lucros ou previsibilidade de ganhos. Fuja de promessas ligadas à mineração na nuvem, pois a chance de golpe é altíssima. Algumas empresas chegam a alugar máquinas ou galpões apenas para enganar potenciais clientes.
Outra área visada por golpistas são os robôs de arbitragem (bots) que operam em busca de diferenças entre mercados. Desconfie de planilhas, aplicativos e sites que prometem lucros automáticos com trade de Bitcoin.
Lembre-se: um Bitcoin inteiro custa mais de R$ 500 mil, mas é possível negociar quantias a partir de R$ 1 no MB.
Investir em Bitcoin é seguro?
Investir em Bitcoin é extremamente seguro do ponto de vista tecnológico, pois os registros dependem de um alto consumo de energia e validação descentralizada. A rede funciona há 16 anos sem interrupções ou movimentações indevidas, sempre exigindo a chave privada para autorizar transações. No entanto, não há garantia de valorização.
A adoção do Bitcoin por pessoas e empresas é voluntária, assim como a oferta de compra e venda nas exchanges. Embora seja considerado um investimento arriscado por alguns analistas, poucos ativos oferecem o mesmo nível de autonomia, descentralização e histórico de resiliência.
Preciso declarar Bitcoins? Qual o imposto?
Sim, a declaração de criptomoedas no Imposto de Renda é obrigatória na ficha “Bens e Direitos” quando o valor de aquisição ultrapassar R$ 5 mil. A regra vale tanto para moedas armazenadas em endereços no blockchain quanto para depósitos mantidos em exchanges.
O lucro com vendas mensais acima de R$ 35 mil deve ser declarado, e o imposto sobre ganho de capital deve ser pago até o último dia útil do mês seguinte por meio da guia DARF. Ganhos isentos devem ser informados no campo “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.
Como reduzir riscos após comprar Bitcoin?
Após comprar Bitcoin, siga algumas regras básicas para armazenar Bitcoin com segurança:
- Nunca compartilhe suas chaves privadas ou senhas de acesso, inclusive via QR code.
- Interaja com as empresas apenas por meio de canais oficiais, tomando cuidado com contatos em redes sociais e e-mails.
- Ative a autenticação de dois fatores (2FA) para adicionar uma camada extra de segurança.
- Baixe aplicativos somente de lojas oficiais e evite habilitar apps de “fontes desconhecidas”.
Em caso de dúvida, comunique-se com a empresa responsável pelos canais oficiais de atendimento.
O Mercado Bitcoin é seguro?
O MB é seguro. Seguimos as melhores práticas e padrões internacionais, com estruturas e procedimentos constantemente atualizados. A segurança vai além do investimento em hardware e software, pois depende também de mecanismos de redundância e tolerância a falhas.
Somos a única grande exchange da América Latina com 12 anos de operação sem registro de incidentes críticos de segurança ou privacidade. O grupo 2TM, controlador do Mercado Bitcoin, possui uma instituição de pagamento autorizada e regulada pelo Banco Central: o MB Pay.
Viu como é simples e seguro comprar Bitcoin (BTC) no MB? Abra sua conta e invista hoje mesmo no ativo que mais valorizou nos últimos 5 anos.